Arquivo de outubro, 2012

O governo da província canadense de British Columbia anunciou que apoiará a criação de livros abertos para os 40 cursos pós-secundários (após o Ensino Médio) mais populares do sistema público de ensino. Os textos serão disponibilizados gratuitamente na Internet, mas também terão versões impressas a preços baixos. 200 mil estudantes devem ser beneficiados pela medida.

Os primeiros textos serão liberados nas instituições de British Columbia no início de 2013, para cursos ligados às artes, ciências, humanidades e negócios. Bccampus, uma organização pública e colaborativa de tecnologia da informação que serve o sistema de ensino superior, irá estimular faculdades, instituições e publicados a implementarem o projeto de livros abertos.

David Porter, diretor executivo da Bccampus, explicou por que as licenças Creative Commons são cruciais para o projeto. “Licenças abertas são fundamentais para tornar os livros gratuitos aos estudantes e flexíveis o bastante para os educadores customizarem o material e adequá-los aos seus cursos”.

O secretário de educação de British Columbia, John Yap, anunciou o projeto na Open Education Conference, em Vancouver. Segundo ele, os estudantes devem economizar mais de mil dólares por ano com a medida e também desafiou outras jurisdições do país a adotarem políticas de recursos educacionais abertos: “Tirando vantagem da tecnologia, mais pessoas podem acessar o aprendizado da economia do conhecimento e acessar novos ou melhores empregos”.

Algumas semanas atrás, o Creative Commons celebrou uma legislação similar na California. Segundo o CC, o projeto de British Columbia amplia e enriquece o projeto estadunidense. Ambos os projetos podem ser considerados passos excitantes para o movimento de recursos educacionais abertos (Open Educational Resources). Como os livros produzidos em British Columbia e na California terão licenças Creative Commons, seu impacto tem o potencial de espalhar a ideia para além dos Estados Unidos e do Canadá, podendo ser reformulado e adaptado por educadores do mundo todo.

British Columbia está alavancando tecnologias e licenças do século 21 para garantir que seus cidadãos tenham acesso viável a livros de alta qualidade para o ensino pós-secundários. Licenças abertas para conteúdos públicos garante um imenso impacto para o dólar público.

 David Porter, diretor executivo da Bccampus:

“BCcampus está na vanguarda dos Recursos Educacionais Abertos no Canadá. Acreditamos que o objetivo da educação é a criação, disseminação e preservação de conhecimento e, como uma agência que coordena serviços colaborativos de aprendizagem online, nós temos um papel funadmental a cumprir”

 

 Fonte: CreativeCommons.Org

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drops [19/10/2012]

Publicado: 19 de outubro de 2012 em direitos autorais, internet

Sociedade civil e academia contra a autoridade da ITU sobre a Internet

What the Swedish Pirate Party Wants with patents, trademarks and copyright (O que o Partido Pirata sueco quer com patentes, marcas registradas e direito autoral)

Stallman endorses Pirate Party position on trademarks, patent and copyright monopolies (Stallman apóia a posição do Partido Pirata sobre os monopólios de patentes, marcas registradas e direitos autorais)

A better definition of ‘non-commercial’ (Uma melhor definição de ‘não-comercial’)

Software: patentes afastam inovadores e empreendedores

Copyright Alert System: los usuarios de Estados Unidos recibirán avisos de descargas ilegales (Sistema de Alerta do Direito Autoral: os usuários estadunidenses receberão avisos de downloads ilegais)

 

O livro mais recente do pensador estadunidense Siva Vaydhianathan chamou bastante a atenção dos estudiosos em Internet e comunicação por tratar de temas ainda bastante confusos até para os especialistas: The Googlization of Everything and Why We Should Worry (2011, University of California Press) contrapõe a tese de que o Google defende a liberdade de expressão com as práticas e estratégias monopolistas utilizadas pela empresa.

Um dos gigantes da web, ao lado de Facebook, Apple e Amazon, o Google tem sido tema frequente nas discussões relacionadas à liberdade de expressão na arena digital. Por um lado, a empresa já assumiu posições em defesa da liberdade na Internet; por outro, é vítima de sua própria “grandeza”, já que passou a ocultar resultados de sites que ferem a propriedade intelectual como a conhecemos, sendo que o Youtube, de sua propriedade, também é um dos alvos favoritos dos tubarões da indústria do copyright.

Nos últimos dias, no Brasil, o Google também tem sido notícia nas páginas judiciais: a empresa se recusou a obedecer ordens judiciais que a obrigavam a retirar conteúdos do ar e argumentou que não pode ser responsabilizada por eles, além de serem fruto da “liberdade de expressão e pensamento” na rede.

A obra de Vaydhianathan pode ser bastante esclarecedora para os que buscam compreender todas as facetas de um dos chamados “gigantes do pós-crise“. Segundo o estudioso, o Google representa, sim, uma empresa monopolista e que ameaça a inovação ea  criaçã É bastante fácil de encontrar o livro nos sites especializados, que também tem uma versão em PDF disponível para download… no Google.

O Google é, de longe, muito mais que a companhia de Internet mais interessante de todos os tempos. Por catalogar nossos julgamentos, opiniões e (mais importante) desejos, individuais e coletivos, acabou por tornar-se uma das mais importantes instituições globais.

Por usarmos tantos serviços de propriedade da empresa, como o Gmail e o YouTube, o Google está em vias de se tornar indistinguível da própria web. A “Googlização” de tudo terá, certamente, efeitos de transformação significantes nos anos que estão por vir, tanto bons quanto ruins. O Google afetará o modo que organizações, empresas e governos agem, tanto para quanto contra seus “usuários”.

Abaixo, algumas excelentes entrevistas concedidas pelo autor em que ele explica a obra. O áudio é em inglês e não há legendas.

Por Felipe Bianchi